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Somos de um tempo de ida, de conquista de espaço, de abertura de mente. Mas é fato que a maturidade chega de mansinho num tempo de volta, volta à verdade bíblica, volta à verdadeira feminilidade que retorna pra casa, onde se formam os valores e as virtudes.

Que possamos ter uma boa viagem!

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011


O ESTADO INTERFERINDO NA FAMÍLIA. VAMOS CONSENTIR?

A Câmara dos Deputados começou a analisar, no mês passado, o projeto de lei 7.672/10, que proíbe usar a força física para disciplinar ou punir crianças e adolescentes. A proposta é conhecida como "Lei da Palmada".
Uma comissão especial foi criada para estudar a medida e deve tomar uma decisão até o início de dezembro, caso não sejam apresentadas emendas (modificações no texto). Depois disso, o projeto segue para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), à qual cabe analisar se ele está de acordo com a Constituição, e para o Senado. O projeto não precisa ser votado no plenário da Câmara.
O que parece confusão, contradição ou até mentira provavelmente não é. Portanto, a Palavra de Deus não aceita nenhum tipo de excesso — nem falta de disciplina, nem surras violentas que colocam a vida da criança em risco. Deus deu aos pais o direito natural de aplicar castigos físicos nos filhos para corrigir todo desafio, teimosia e desobediência persistente. Querer eliminar esse direito, sob qualquer pretexto, é criar uma cruel, injusta e covarde luta marxista de classes, jogando filhos contra pais e transformando os lares em presas fáceis para um Estado totalitário. A lei anti-palmada é o marxismo controlando o Estado e usando os filhos para controlar as famílias. No Estado marxista, os filhos pertencem ao governo e os pais são apenas meras babás a serviço do Estado. Aliás, no exato estilo marxista, o plano anti-família de
Lula envolverá campanhas públicas de “conscientização”, onde todos serão exortados a denunciar pais e mães disciplinadores. As campanhas também enfatizarão que todo castigo físico, mesmo uma leve palmadinha, é violência.

“Não fique com medo de corrigir seus filhos; uma surra não os matará. Uma boa surra, aliás, pode salvá-los de algo pior do que a morte.” (Provérbios 23:13-14 MSG)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Disciplina dos Pais e Mestres

“E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6.4).

“Pais” aqui refere-se àqueles colocados em posição de autoridade. Deus pôs “pais em autoridade” no governo de nossas casas, igrejas, sociedades e instituições. Nossos lares e escolas são governados por “pais”. Como pais e mestres, fomos postos em posições de autoridade ordenadas por Deus. Como estamos a exercer esta autoridade? Efésios 6.4 diz para disciplinarmos doutrinando e admoestando nossos filhos ou alunos nos caminhos do Senhor. Não devemos, no entanto, fazer de uma maneira que provoque à ira nossos filhos ou alunos.

O radical de “disciplina” é “discípulo”. Um discípulo é alguém que não apenas ouve seu mestre, mas que também acredita e se une ao ensinamento de seu mestre. Um discípulo é aquele que segue, que anda nas pegadas deixadas por seu mestre. O propósito da disciplina é “discipular”. O objetivo é que nossos filhos ou alunos acreditem e unam-se aos ensinamentos do Senhor, e andem no caminho do Senhor Jesus Cristo. Nós não fomos chamados por Deus para criar nossos filhos como nós acharmos melhor ou desejarmos, ou para ensinar nossos alunos de acordo com nossa vontade ou desejo. Nós somos instruídos a criá-los “na doutrina e admoestação do Senhor”. Temos de pregar e trabalhar a fim de alcançar este objetivo. Isto promoverá a honra de Deus e o bem-estar de nossos filhos ou alunos.

A disciplina eficaz requer que usemos dois remos. Um deles é a disciplina preventiva e o outro é a disciplina corretiva. Se você tentar remar num barco com apenas um remo, o que acontecerá? Você andará em círculos. Não fará progresso para alcançar seu destino. Reme mais forte de um lado e você desviará bruscamente do caminho desejado. Para progredir eficaz e diretamente até seu destino, você deve remar de forma igual e simultânea em ambos os lados. “Doutrina” é um remo da disciplina, e “admoestação” é o outro remo.

“Doutrinar” é ensinar, expôr, conduzir. É o oposto de pressupor, ignorar ou ser passivo. Pais, quando testemunharem seus filhos sendo grosseiros, sem falar “por favor” ou “obrigado”, perguntem primeiro – eu os doutrinei? Eu ensinei a eles clara e suficientemente? Tenho apresentado a eles, de forma consistente, como ser educado pelo meu exemplo?

Mestres, se seus alunos tiram péssimas notas na pesquisa escrita que você pediu, pergunte primeiro a si mesmo – eu os doutrinei? Eu expus claramente minhas expectativas? Eu apresentei a eles exemplos de trabalhos que não satisfariam, e excedi minhas expectativas? Você proveu um alvo para seus estudantes mirarem? Você não demonstra um padrão de cuidado e organização? Você chegou a selecionar ativamente os dados necessários para os vários estágios até a conclusão durante o caminho?

A questão é esta. Ao exercer autoridade, eu apenas falo aos meus filhos ou alunos ou eu também exponho a eles? Eu “discipulo” eles por doutriná-los?

A doutrina eficaz irá prevenir consideravelmente o mau comportamento, mas não completamente. Nossos filhos e alunos são pecadores, como nós. Eles têm os mesmos corações pecaminosos que nós temos. Da mesma forma que Deus precisa admoestar e repreender Seus filhos, assim também deveremos admoestar e repreender os nossos. Admoestar é mais que punir. Admoestar objetiva “discipular”. Enquanto a repreensão pode incluir um castigo, o objetivo não é punir, mas corrigir. Admoestar não implica simplesmente que, desde que puni um comportamento errado, eu já lidei suficientemente com isto. O alvo deve ser a correção. A punição se foca no passado, no comportamento negativo; a correção no futuro, no comportamento positivo. A punição vê primariamente a ofensa; a admoestação se foca mais no ofensor. A maior preocupação da punição é retribuir; o objetivo da admoestação é reformar.

A punição é necessária. Mas punir nossos filhos ou alunos sem um espírito de doutrina e admoestação os provocará à ira. Deus nos chama para criá-los “na doutrina e admoestação do Senhor”. Devemos fazer isto seguindo o exemplo de como Deus doutrina e admoesta Seus filhos. Como o Senhor faz isto? Ele é claro. Ele é justo. Existem conseqüências para o mau comportamento. Ainda assim, Seus filhos experimentam Seu amor infalível, incondicional e gracioso por eles, e sua repreensão produzirá mais respeito genuíno que uma rebelião irada.

Ore e trabalhe para usar consistentemente ambos os remos da disciplina preventiva e corretiva – da doutrina e da admoestação. Se você remar somente de um lado, você andará em círculos. Se remar um mais que o outro, seu rumo levará longe do alvo. Se navegar usando motores e aditivos, fará menos progresso e o barco baterá. Ore em todo o tempo para usar sempre e consistentemente ambos os remos.

Você é um pai doutrinador e admoestador? Um mestre que disciplina de forma preventiva e corretiva?

Por Joel R. BeekeTradução: Josaías Cardoso Ribeiro Jr.




Fonte: http://www.monergismo.net/